quinta-feira, 29 de maio de 2014

Relaxar

Sim, relaxar.
Sinto que tenho estado um pouco tensa e ansiosa com tudo isso, as vezes mais do que eu gostaria ou achava que estaria. Preciso começar a relaxar e deixar o tempo passar.
Eu tenho feito algumas coisas para me ocupar 100% do tempo, mas nem sempre dá.
Essa semana eu comecei a "malhar" em casa, incentivo do Vitor, lógico!
Semana que vem vou estar de férias na faculdade (alias "férias", porque terei mais duas provas para fazer ainda), vou usar dois dias na semana para treinar o meu kung fu e os outros três para fazer o TCC.
Eu acho que ele vai ficar mais feliz quando voltar e ver que eu graduei no kung fu e estarei finalizando a faculdade do modo certo, em vez de ver a namorada em depressão.
Apesar disso, eu acho que poderia estar pior, acho que eu poderia estar triste todos os dias e tudo mais, embora eu tenha meus momentos de fraqueza, eu to aguentando firme, mas só porque eu sei que ele vale a pena.
Por ele aguentaria um ano, dois, três..


[I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain...]

She will be loved - Maroon 5

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Necessidade sem necessidade

Quando estava chegando a data do Vitor ir viajar, eu senti uma necessidade muito grande de passar todo o meu tempo com ele, de uma certa forma, eu estava lidando como se fosse uma despedida e não um "até logo". Entendo que passaremos mais uns quatro meses e meio sem ter contato físico, mas isso não quer dizer que nunca mais nos veremos ou coisa parecida. Acho que essa coisa de tanto tempo longe me fez esquecer de algumas coisas importantes, não temos que nos preocupar com isso, o tempo passará e ele estará de volta quando eu menos esperar.
O problema disso tudo é a saudade, ela aperta de uma tal maneira que sufoca, mas conversar acalma, ver (mesmo que seja pelo computador/celular) anima, e a cada vez que eu o vejo, o admiro mais. Admiro a coragem que ele teve de ir até o outro lado do mundo atrás de uma nova aventura, um novo desafio, morar sozinho em um país onde ninguém fala a língua, sem a mãe para socorrê-lo se um dia ele passar mal (ou a namorada chata falando para ele tomar remédio), estar no meio de um monte de gente com culturas diferentes, aprender a viver com as diferenças, aprender outros costumes. Eu acho que tudo isso tem sido enriquecedor para ele, cada dia que passa, ele me conta algo novo, algo empolgante.
Confesso que eu queria estar junto, que cada coisa que ele conta sobre lá me encanta, mas essa é uma aventura dele, ele tem que aproveitar e voltar com mil histórias. Em uma dessas últimas vezes que eu falei com ele, comentei que eu ia buscá-lo no aeroporto e ia dormir na casa dele no final de semana porque eu sei que vai ser tanta coisa para contar que um dia não será o suficiente (e acredito mesmo que não seja).
Teremos muito tempo para contar um pro outro as coisas que passamos nesse tempo longe fisicamente. Mas ao mesmo tempo que seja muita coisa para contar, temos muito mais tempo ainda para conversar sobre, temos uma vida toda, certo?
(Eu uso muito o termo "contato físico" ou "fisicamente" porque apenas esse tipo de contato que não temos, nos falamos quase todos os dias, se não, sempre trocamos mensagens, em resumo estamos sempre em contato, só não posso tocá-lo ainda)

O contato físico faz falta? Nossa e como!
Mas não vou morrer por isso, eu sei que pensamos um no outro sempre, estamos ligados mais do que fisicamente.

[That may be all I need
In darkness she is all I see
Come and rest your bones with me
Driving slow on Sunday morning
And I never want to leave]

Maroon 5 - Sunday Morning
*substitua o "she" pelo "he", ok? (:

domingo, 25 de maio de 2014

Palavras

Eu não sei se as coisas que eu digo para ele ficam claras o suficiente para que ele entenda o que eu penso ou sinto.
Eu sinto que as vezes eu não sou clara o suficiente e isso pode causar más interpretações. Mas tem vezes que eu falo besteira sem pensar (ou o famoso "pensei alto") e me arrependo, aí quando eu vou tentar explicar, acho que sai tudo errado e fico me remoendo com isso.
Ele me diz que está tudo bem, mas eu fico pensando o que eu poderia fazer para ficar bem, sem entender que já está bem, que eu não preciso fazer nada para consertar algo que não está quebrado.
Talvez eu sinta medo de estragar nosso relacionamento "perfeito", demoramos tanto tempo para nos ajeitar de fato que eu fico com medo que qualquer desentendimento venha fazer tudo cair por terra.
Eu sei que ele pensa da mesma forma que eu, acredito que, tanto ele quanto eu, achamos que o que nós temos é muito bom para se perder por besteira.

Daqui a alguns dias, vou ler esse post, até posso concordar com ele, mas ele não vai ter a mesma coisa, sempre que estou com aqueles problemas femininos que ninguém gosta, as coisas parecem muito maiores do que são (incrível que só as coisas "chatas").

Primeiro post com foto: ViDa, meu porquinho lindo, primeiro bichinho que o Vitor me deu. Durmo abraçada com ele todo dia ;3
(Sonho com você dia e noite)

sábado, 24 de maio de 2014

Sentimentos de uma manhã de sábado chuvosa.

Desde que tudo começou, eu acho que eu nunca desejei tanto que outubro chegasse logo quanto esses últimos dias.
Tem sido dias difíceis, completamente carregados de energia negativa e eu só precisava do colo do Vi para ele me dizer que tudo ia ficar bem.
Ele tem o poder de fazer tudo ficar bem, não importa o que, ele sempre tem um jeitinho de fazer tudo melhorar.

Um amigo comentou que achava que era um pouco difícil de acreditar que meu relacionamento era tão perfeitinho assim, mas nem sempre foi, eu tive alguns problemas, brigas feias, demorou um certo tempo para tudo se ajeitar assim. Eu era uma pessoa completamente difícil de se lidar, mas o esforço que ele teve em fazer tudo dar certo foi maior que qualquer teimosia ou neurose minha.
O esforço dele e minha vontade de mudar demoraram um pouco para "casar", mas agora, tudo está tão em paz.
Sabe aquela frase "clichê": homem tem que borrar seu batom e não sua maquiagem? Então, não sei o que é borrar q maquiagem a muito tempo e nem pretendo que isso mude!
Me sinto tão em paz e completa com ele.
Eu acredito que nenhum relacionamento sejam perfeito, o que acontece é que tem pessoas que se esforçam para ele ser o mais perfeito possível. E eu acho que é isso que acontece com a gente, somos diferentes, claro porque tivemos criações bem diferentes, mas não meço esforços para fazer essas diferenças "sumirem".

Engraçado, sempre que eu começo um post novo, vou abrindo meu coração, e quando eu vejo, estou falando dele, elogiando-o, e mostrando o quanto ele é importante pra mim.
Deve ser a saudade ou simples admiração mesmo, já que ele é um exemplo de alguém que você pode confiar até debaixo da água e alguém que você vai querer sempre ao seu lado.

domingo, 18 de maio de 2014

Primeiro mês.

Passou-se um mês desde aquela fria manhã de Abril quando ele entrou naquele ônibus rumo a sua nova aventura do outro lado do mundo.
Nesse mês, senti vários tipos de sensações.
No começo, não senti nada, demorou uns dias para a ficha cair, estava com tanto medo de sentir falta em tão pouco tempo, que não parei para pensar, me ocupei muito, passei os primeiros dias fazendo diversas coisas, assim não senti tanta falta.
Ao longo do tempo eu fui sentindo saudade, cada vez mais. Passei por algumas situações que eu não esperava que fossem daquele jeito.
Passei dias que chegava a ficar tão chateada que dava vontade de largar tudo e ir até lá, momentos que era necessário o colo dele, mas logo vinha o meu lado racional, me acalmava e deixava de besteira, o tempo está passando.
Não me acostumei a conviver na ausência física, mas só de vê-lo via skype/hangout, me acalma, me anima e o dia passa mais rápido.
Eu não sei dizer se o tempo está passando rápido ou lento demais. A única certeza que eu tenho é que eu to morrendo de saudade ):


Mas eu sei que não estou só.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Semana passada.

Dia 2, eu me acidentei em casa e quebrei meu dedinho do pé.
Conclusão, fiquei uma semana praticamente inteira em casa, de molho, sem ir trabalhar e estudar.
Ficar sem ter muito o que fazer, presa em casa, resultou em uma semana muito grande, pareceu que essa semana teve uns 20 dias.
Os dias se arrastaram tão lentamente que eu dormia cedo, passava um tempão dormindo e quando eu ia ver, não tinha passado uma hora.
Essa coisa de ficar sem fazer nada dá um pouco de desanimo. E, para finalizar, no sábado, saí com meus pais, fomos jantar fora e havia música ambiente... adivinha... só músicas deprê, resultado, não me fez bem. Fiquei um pouco mais chateada, bateu uma saudade, desabei.
Bateu aquela vontade enorme de correr para casa dele ou ligar, mas não deu, ele não estava disponível. Chorei, sozinha, em silêncio.
Talvez tenha sido a situação mais difícil que eu passei até agora. Está para fazer um mês que ele viajou, mas parece muito mais tempo.

O que me confortou foi conversar com a mãe dele no final do domingo, me animou um pouco.

Depois do dedo quebrado, essa semana se iniciei com dor de garganta.
As coisas não estão me ajudando muito.

Mas sei que é só fase, em breve estarei normal, tenho certeza.

terça-feira, 6 de maio de 2014

momento saudade

Você para de acreditar na lua quando o sol aparece?

Bateu uma saudade muito grande agora.
Vontade de largar tudo e ir encontrá-lo, sentir o seu cheiro, abraçá-lo forte e beijá-lo aos montes.
Gostaria de estar com ele agora, ele contando sobre o seu dia pessoalmente e me fazendo dormir em seus braços.
Que saudade de dormir abraçada com ele.
Que saudade de brincar com ele pedindo para levar o Tony pra minha casa.
Que saudade de agarrar o gatinho de brinquedo dele, só porque as bolinhas são gostosas de mexer.
Que saudade de deitar na cama dele e dormir quase que instantaneamente por causa do cheiro dele presente nela (me encanta).
Que saudade de ele fingir que vai desmaiar quase sempre que eu saio do banho, porque meu cheiro é tão bom que faz ele desmaiar.
Que saudade, que saudade...

Tempo passe um pouco mais depressa para mim, por favor!
Que outubro seja amanhã para eu poder matar essa saudade enorme que estou sentindo.

Que passe rápido para mim, mas que para ele demore o suficiente para ele aproveitar toda Auckland.


Sobre a primeira pergunta: não, nunca deixo de acreditar na lua.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Excesso de preocupação.

Hoje farei um post diferente sobre o excesso de preocupação.
Aliás, deveria mudar para "excesso".

So, here we go...

Eu acho muito legal (de verdade) quando as pessoas se preocupam comigo. Querem saber como eu estou e tudo mais. Mas tem gente exagerando... me tratando como "coitadinha". Se eu demoro para responder alguma mensagem ou algo do tipo, só falta chamar a polícia, sabe?
Eu posso ter ficado um pouco mais fria (como já disseram), posso estar um pouco mais na minha, mas eu to bem, eu juro!
Agradeço de coração a todos que se preocupam, mas eu estou bem!
(eu juro que vou atrás quando estiver mal, mas mesmo assim não quero dar trabalho a ninguém)

Em contrapartida, enquanto tem gente bem preocupada, tem gente que não tem o que fazer!
Ouvi um "você ta solteira entao", NÃO! Óbvio que não!
Meu namorado está viajando, mas ele volta, e quando ele voltar, continuaremos com nossos planos.
(eles continuam desde sempre, não estão parados, mesmo com a distância)
Cara, que gente chata! Continuo junto com o Vitor firme e forte (muito firme e forte).

Acho que as pessoas não deviam levar o que estamos vivendo ao extremo, como se fosse coisa de outro mundo. Quantos casais passam por isso? Quantos maridos/noivos/namorados vão a outras cidades estudar ou trabalhar? Ficam dias, semanas, meses ou até anos fora.
Isso é uma coisa normal, acontece em quase todos os relacionamentos, não é algo anormal ou absurdo.
Se eu disser que é fácil, vou estar mentindo, é difícil lidar com a ausência fisica, é chato lidar com a "frustação" quando não conseguimos nos falar, é complicado esperar o tempo passar. Mas faz parte!
São coisas que eu vou vencer, fazer com que o tempo voe e essas pequenas coisas não me abatam facilmente.
(sim, pequenas coisas, pois nada é grande, só o meu amor por ele. Esse sim, é gigante)