sexta-feira, 28 de março de 2014

O tempo vai passando e a data de ida está cada vez mais próxima.
Confesso que está começando a me dar um pequeno desespero (controlável) quanto a isso. Falta menos de três semanas e aquela sensação "preciso estar com ele todos os momentos" cresce mais. Não que eu não pense nisso normalmente, mas hoje, eu tenho uma necessidade de aproveitar cada instante com ele.
Eu tenho uma rotina muito corrida, mal tenho tempo para mim, acabei me acostumando a vê-lo poucas vezes durante a semana por conta disso (isso quando dá para vê-lo).
Mas agora, esse pouco tempo que eu tenho para mim, eu quero passar com ele. Por exemplo, eu tenho uma folga de uma hora no meu dia, eu vou lá e passo na casa dele, mesmo que seja por minutos, eu quero estar lá, quero estar com ele.
É como se eu já estivesse sentido a falta, sem ter a falta.
Sempre fomos e somos presentes um na vida do outro, as vezes não fisicamente, mas sabemos o que se passa com cada um. Certa vez, meu irmão comentou que achava engraçado que não tínhamos aquele relacionamento grude físico, mas nos falávamos o tempo todo.

Fico pensando que eu vou fazer até chegar a data, queria dar algo para ele levar, mas estou sem idéias, queria um presente especial e único, mas não consigo pensar em nada que entre em uma mala de viagem e não incomode.
Difícil, já que a única idéia que eu tive que atende a esses requisitos, ele negou ):

Tanta coisa passando na cabeça, tantas vezes o pensamento "preciso estar lá agora", que meu dia parece que está ficando mais longo...
Eu não me importo que até a ida, os dias se arrastem, mas enquanto ele estiver lá, eu quero que voe (pra mim, porque para ele, eu quero que dure porque ele tem que aproveitar a experiência).

domingo, 23 de março de 2014

O maior problema.

Entre todos os "problemas" que enfrentaremos, ou já estamos enfrentando, nada supera a falta de apoio.
- Ai credo, a distância seria o pior problema e mimimi.
Esquece, a distância é sim um "problema", mas nada é pior do que escutar o que temos escutado.
Eu acredito que muitas das minhas futuras reclamações serão em torno desse mesmo problema.
Desde quando tudo começou, posso contar nos dedos da mão quantas pessoas falaram coisas produtivas, me apoiaram e prometeram me "ajudar" nessa fase.
Se você acha que eu achava que todos achariam super legal essa nova fase, que entenderiam e tudo mais, esquece, sempre tive o pé o chão e sabia exatamente o que me falariam.
Dentre tantas conversas com colegas, amigos e familiares, não consigo expressar como algumas pessoas (próximas até) foram cruéis com seus comentários. Não sei se as pessoas pensaram no que eu ia sentir ao ouvir cada um dizer coisas como "ihhh, ele vai arrumar uma neozelandesa lá e vai te largar", ou "ele nunca mais vai voltar", como se essas palavras tivessem sido pronunciadas por alguém que veio o futuro e tem certeza do que vai acontecer.
Ninguém pensa o que eu já sinto com tudo isso, mesmo estando a algumas semanas de acontecer. Sair despejando opiniões cretinas sobre tudo isso deve ser mais fácil do que oferecer "apoio" ou simplesmente não falar nada.
Alias, por que não falar nada? Não seria mais fácil? Se você não sabe o que me dizer porque não sabe o que eu espero ouvir, simplesmente não fale nada, escute o que eu digo e só.
Eu conheço perfeitamente a pessoa com quem eu divido a minha vida e faço planos, sei o que ele faria e até o que ele fará, não preciso que pessoas aleatórias fiquem falando na minha orelha que isso ou aquilo VAI acontecer, afinal, ninguém é dono da verdade.
Assim, como ninguém é dono da verdade, até eu posso me enganar e quebrar a cara, por que não?
Posso me surpreender, nada impede que algo ruim aconteça.
Mas você acha que eu vou perder meu tempo pensando nos 'e se..." e com isso me torturar lentamente, sofrer sem saber? Não, não mesmo.
A dúvida é a pior coisa que alguém pode ter, ela maltrata, castiga, machuca e não pára. Uma vez com ela, você não consegue se livrar, fica martelando mais e mais na sua cabeça, incomoda, te enlouquece.
Somos criados em uma sociedade onde o ciúme e a obsessão são coisas normais, que quem ama, sente ciúmes, quer a pessoas só pra ela, que respirem o mesmo ar o tempo todo. Está, praticamente, enraizado em nós esse tipo de sentimento, e se livrar dele é uma batalha dura e demorada. Posso dizer que levei 26 anos para me livrar desse tipo de sentimento e não pretendo ter ele de novo.
É preciso amadurecer muito para entender que, quem quer, faz coisas erradas em qualquer situação, seja em outro país ou até ao seu lado. Essa coisa de controlar os passos, os horários, não leva a nada, só a sua própria loucura.

Desabafos a parte, e até um pouco fora do tema, estou confiante sobre tudo isso.
Eu o conheço tão bem, que eu acho que o máximo que vai acontecer, vai ser ele me ligar e falar "faz as malas e vem pra cá".

Falta pouco menos de um mês...

domingo, 9 de março de 2014

1 mes e 8 dias.

Na primeira postagem do blog, queria escrever tanta coisa, mas ficaria um pouco desconexo, então decidi "abrir o coração" e contar como tudo aconteceu.

Um mês e oito dias.

Essa é a contagem regressiva para a viagem.
"Nossa, você é neurótica, sabe exatamente quanto tempo falta para a viagem e ela nem é sua".
Na verdade não é nem isso, é que eu tenho uma certa habilidade para fazer contas, decorar sequências,...

Voltando...
Falta pouco mais de um mês para ele ir viajar.
Pra onde? Longe pra caramba! 15 horas de diferença.

Estamos juntos a quase 3 anos (2 anos, 8 meses e 8 dias - vício em matemática atacando de novo...), e essa vai ser a primeira vez que vamos ficar tanto tempo longe. Na verdade, não lembro de ter ficado mais de 5 dias sem vê-lo, é, acho que vai ser difícil.

Quando ele veio com a idéia de estudar fora, tive um pequeno conflito dentro de mim. Uma parte via como uma ótima oportunidade de crescimento profissional dele. Outra parte, a egoísta, queria que ele não fosse, que ele ficasse, estudasse por aqui mesmo.
Claro que a parte racional venceu. A algum tempo, eu tenho "treinado" esse meu lado sentimental, colocando as coisas que ocorrem como elas realmente ocorrem, sem aquele sentimentalismo bobo, achar que o mundo conspira contra as minhas vontades. Engraçado que foi ele que me ensinou a ser mais racional, antes vivia de emoções, de futilidades, sem se importar com a realidade.
Era para ser um mês, mas um mês ia ser muito pouco, não? Mudou para dois, depois para quatro. Senti um frio na barriga enorme quando ele veio conversar comigo e me disse que seriam seis meses longe.

Seis meses... seis meses... SEIS MESES!

Claro que eu apoiei, eu sei quanto vai ser importante para ele isso, alias, para nós, acredito que isso irá fortalecer muito o que nós temos hoje.
Mas não vou mentir e dizer que não senti nada... senti uma pontada dentro de mim, senti um vazio, o vazio que vai estar comigo enquanto ele estiver longe.
Egoísmo meu? Certeza!
Mas o que fazer? Isso mesmo, apoiar, estar junto o tempo que puder e contar os dias para a volta.

Estou feliz, sim, de verdade.
Feliz por ele poder aproveitar essa oportunidade.
Feliz por saber que ele tá feliz.
Feliz por compartilhar com ele esse momento.
Feliz por saber que vou ganhar presentinhos internacionais... ops... hahaha